A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição crônica em que a pressão do sangue nas artérias se mantém elevada de forma constante. As artérias são os vasos que levam o sangue rico em oxigênio do coração para o restante do corpo, e a pressão arterial reflete a força que o sangue exerce contra as paredes desses vasos enquanto o coração bombeia.
De acordo com um recente relatório do Ministério da Saúde, que utilizou dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), houve um aumento de 3,7% nos casos de hipertensão entre adultos brasileiros nos últimos 15 anos. O estudo também revelou um crescimento de 5,9% na prevalência de hipertensão entre os homens.
A hipertensão, ou Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Quando não tratada, pode levar a complicações graves como insuficiência cardíaca, problemas renais e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
Tratamento da Hipertensão Arterial
O controle da hipertensão geralmente requer mudanças no estilo de vida, como adotar uma alimentação saudável, praticar atividades físicas regularmente, reduzir o estresse e, em alguns casos, utilizar medicamentos prescritos. A pressão arterial considerada normal é de 120/80 mmHg. Valores acima de 130/80 mmHg são indicativos de hipertensão.
Para manter a condição sob controle, é fundamental monitorar a pressão regularmente e seguir as recomendações médicas.
Como se diagnostica a hipertensão arterial?
O diagnóstico da hipertensão requer a medição precisa e repetida da pressão arterial. Os principais métodos incluem:
- Medição da pressão arterial: A pressão é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e inclui dois números: a pressão sistólica (quando o coração se contrai) e a pressão diastólica (quando o coração está em repouso). Leituras consistentes acima de 130/80 mmHg indicam hipertensão.
- Monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA): Para diagnósticos mais precisos, o médico pode sugerir um monitoramento contínuo por 24 horas, que fornece dados sobre as variações de pressão ao longo do dia e da noite.
- Exames de sangue e urina: São realizados para avaliar os níveis de eletrólitos, como sódio e potássio, além de medir a creatinina, que indica a função renal. Problemas nos rins podem estar associados a alterações na pressão arterial.
- Avaliação de fatores de risco: O médico analisa o histórico familiar e os hábitos de vida do paciente, como dieta, consumo de álcool e nível de atividade física, para identificar fatores de risco adicionais.
Quais são os principais sintomas e complicações?
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas evidentes, sendo muitas vezes chamada de “assassina silenciosa”. No entanto, em alguns casos, pode haver sinais como:
- Dor de Cabeça: Frequentemente localizada na parte de trás da cabeça.
- Tontura e Vertigem: Sensação de desequilíbrio.
- Alterações Visuais: Visão turva ou manchas na visão.
- Falta de Ar: Dificuldade em respirar, especialmente em situações graves.
- Dor no Peito: Pode indicar problemas cardíacos associados à hipertensão.
- Sintomas Neurológicos: Em casos graves, pode haver confusão mental, dificuldade na fala ou até convulsões.
A maneira mais eficaz de identificar a hipertensão é através de medições regulares realizadas por um profissional de saúde.
Tratamento e manejo da hipertensão
O tratamento para a hipertensão visa reduzir a pressão arterial e minimizar o risco de complicações. As abordagens incluem:
- Mudanças no estilo de vida:
- Alimentação saudável: Reduzir o consumo de sal e aumentar a ingestão de frutas, vegetais e grãos integrais.
- Atividade física: Exercícios regulares, como caminhada ou natação, ajudam a controlar a pressão arterial.
- Controle de peso: Manter um peso saudável pode reduzir significativamente a pressão arterial.
- Redução do Álcool e parar de fumar: Esses hábitos ajudam a prevenir o agravamento da hipertensão.
- Gerenciamento do estresse: Práticas de relaxamento como meditação e ioga podem ser úteis.
- Medicamentos: Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o uso de medicamentos, como diuréticos e inibidores da ECA, pode ser necessário. O tratamento deve ser adaptado às necessidades de cada paciente.
- Acompanhamento médico regular: Consultas periódicas são essenciais para monitorar a eficácia do tratamento e fazer ajustes, se necessário.
- Controle de comorbidades: Condições como diabetes e colesterol alto devem ser bem gerenciadas, pois podem agravar a hipertensão.
Apoio ao paciente e à família
O apoio familiar é crucial no manejo da hipertensão. Compreender a condição, incentivar o seguimento das recomendações médicas e promover hábitos saudáveis são passos fundamentais para ajudar o paciente a controlar a pressão arterial.
- Educação: Informar o paciente e a família sobre a hipertensão, seus riscos e formas de tratamento.
- Monitoramento em Casa: Medir a pressão arterial regularmente com um aparelho adequado.
- Apoio Emocional: Oferecer suporte para ajudar o paciente a lidar com o estresse e a adesão ao tratamento.
- Participação em Grupos de Apoio: Grupos de apoio podem fornecer informações adicionais e encorajamento.
Em resumo, a hipertensão é uma condição que exige cuidado contínuo. Seguir um plano de tratamento adequado e adotar um estilo de vida saudável são essenciais para reduzir os riscos de complicações e promover a saúde cardiovascular.
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